terça-feira, 28 de junho de 2016

Cor

Voltar. Voltar da viagem. Voltar e perceber-se. Trazer na bagagem cores novas, tantas mais que possam agora fazer da tela o novo palco dos meus sentimentos. E que as lamúrias sejam azuladas, na mistura dos temas com os amarelos da raiva. Que se misture tudo, que a raiva e as lamúrias se misturem com os sorrisos e as rugas da felicidade. Que se misture o verde dos sonhos com o vermelho da mentira e da vergonha, até no fim não haver mais cor. Haver expressão, haver apenas e só sentimento. Não quero ser atraído só para a luz quando tanto me foi ensinado aquando fechava os meus olhos. Saberei finalmente ver das duas formas, com todas as cores, todas a dançarem à volta de uma chama invisivel. Agora que voltei, serei outro. Pois o tempo dá-nos oportunidade de renascer e o erros de finalmente acertarmos. Chega de apatia! Hoje levanter-me-ei da cama e farei da vida uma nova pintura. Com ou sem pincéis, saberei pintar. E das voluptosas pinceladas se fará ecoar as mil vozes de Mahler em exultação do novo!