sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Para ler quando voltar

Ir e vir até ir e ir.
A turbulência desenfreada de uma chama que não vem do fogo, mas presença em peso e calor: a cidade! E é quando nela que se reencontra, o outro, o eu. Posso parecer um completo descompletamente em transe e repetições, mas é ainda o reencontro, o outro eu. 
Ir e vir até ir e ir. 
É tempo de furtar frutos, o furto homem, o fruto deus. E beirar cada esquina muralha concreto e méritos e bolsas e lucros: me perco nesse tempo.
Destino morte, ir e ir. 
O sol elétrico, quando desesolar. E tudo me atrai tão e eroticamente que quero ir. Acende-me quando esse tempo for outro, e é outro o já, que efêmero, que econômico. Que belo, que horroroso. Que na cara, que além. Que nada isso ilumina, penumbra, beco. Que mosaico, que noite, que horas são?