quarta-feira, 17 de junho de 2015

Para esmaecer faço contraste

És encanto a beleza? Pulsação é um fluxo contínuo? O choro escorre em declínio? Morte é o ultimo parágrafo do livro? Um emaranhado de fios tênues são para resistir ou camuflar? Me pediram para apagar, risquei! Pediram pra riscar, derreti, deixei liso a superfície, estranhei, fiz desencanto da beleza, chorei de cabeça pra baixo, fechei as mãos e levantei os braços: pulsei desritmo. Moí o livro em escultura, e escultura em respiração sufocada. 
Tudo pelo receio de encarar o enredamento, o resultado de muito trabalho, a morada pormenorizada em desconstrução durante a chuva, pra ninho, pro núcleo, pra comida. Tudo para poder suplicar: cesse agora esse eu como um propósito, deixe-me ser torto! Não é a própria substância da natureza um desequilíbrio?  Quicá minha observação opte pela esquina dobrada, pouco explorada e morta. Morta? 

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